Charmoso, ágil e inteligente, esse cão de caça se
firma como uma das raças mais populares.
Esse baixote de olhar esperto, alongado como uma
salsicha, atrai simpatia geral. Enquanto no país de
origem da raça, a Alemanha, lidera em número de
filhotes registrados, no Brasil cresceu 40% a mais
que toda a cinofilia nos últimos cinco anos.
É o nono mais registrado na maior entidade nacional,
a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). O
nome Teckel foi introduzido em nosso país pela CBKC
ao colocar em vigor, em 1994, o padrão adotado pela
Federação Cinológica Internacional (FCI), elaborado
pelo Deutscher Teckelklub (DTK). "Até então era
seguido o padrão do American Kennel Club, uma
variação do padrão inglês do The Kennel Club",
explica o diretor cinotécnico da CBKC, Bruno Tausz.
A tendência é o nome teckel ganhar espaço.
OLHO NA BALANÇA
O osso mais duro de roer da troca de padrões é a
questão do peso. O nosso salsicha, importado por
décadas dos Estados Unidos, precisa se tornar mais
leve para se enquadrar no tipo alemão. Ou seja,
quando o Teckel completa 18 meses de idade deve ser
medido com uma fita métrica ao redor do tórax. Se o
perímetro for de 30cm ou menos, é um Miniatura; de
30 a 35cm é Anão e, se mais largo, Standard. O peso
limite do Standard é de 9 quilos, sendo ideal de 6,5
a 7 quilos em vez dos 14,4 quilos do AKC (com machos
de até 16!). O Anão deve pesar cerca de um quilo a
menos que seu equivalente americano, o Miniatura. O
Brasil adota os três tamanhos. Os atuais limites
alemães de peso já eram estabelecidos no primeiro
padrão do Deutscher Teckelklub, de 1888. "É normal o
nosso Standard pesar entre sete e nove quilos",
informa o presidente da entidade alemã, juiz e
criador há 30 anos, Wolfgang Ransleben. "Teckels com
mais de nove quilos não podem ser considerados
excelentes." Foram os americanos que aumentaram o
peso da raça. O mais recente indício disso aconteceu
há apenas cinco anos com o peso do Miniatura. "Há
cerca de 20 anos, o Miniatura competia na categoria
de até 4,5 quilos, ampliada em 1992 para até 5
quilos", informa a criadora americana e juíza de
provas de caça, Cherri Faust. "O Dachshund, menor
raça do grupo no qual é julgado nas exposições do
AKC - o dos Hounds -, foi aumentado para ganhar uma
aparência mais robusta, mais bonita", avalia a
relações públicas do Dauchshund Club of America
(DAC), criadora da variedade pêlo curto há 30 anos e
autora do livro New Owner Guide to Dachshund, Kaye
Ladd.