O
Boxer é companheiro, protetor, amigo das crianças.
Será que ele é realmente capaz de defender o dono?
Ele une o útil ao agradável. É definido como alerta,
corajoso, autoconfiante, forte, veloz e determinado.
Tem uma extraordinária devoção à família, um
instinto de proteção excepcional. A afeição que
dedica às crianças é mundialmente conhecida. Quem
convive com o Boxer percebe logo a sua boa índole e
que age com as pessoas de fora sem a mesma
agressividade que faz a fama das raças de guarda
mais ostensivas. Ao deparar com um estranho no
portão, o Boxer costuma apenas observá-lo
atentamente enquanto não se sentir ameaçado. Mesmo
ao perceber algo suspeito não toma atitudes
totalmente agressivas de início: prefere dar o
alarme, latindo. Quando o visitante é bem recebido
pelo dono, pode até mostrar-se amistoso e receptivo.
Nada a ver com a reserva e desconfiança que conviria
a um guardião linha-dura. Atitudes como essas chegam
a colocar em dúvida a sua eficiência para a guarda.
Muita gente que conhece bem o Boxer garante: seu
zelo vai além da preocupação com o bem-estar das
crianças e das pessoas da casa. A questão é que o
estilo do Boxer nada tem a ver com o popular quanto
mais fera, melhor. Ele só revida ao sentir ameaça,
como quando há uma invasão ao seu território. Antes
de avançar, o Boxer julga a situação e a reação das
pessoas. Ser dócil e sociável não o impede de ser
corajoso a ponto de defender o dono até a morte. Em
vez de latir, ele observa para ver se identifica
algo suspeito. E se perceber, dá o sinal e avança, .
O extremo apego do Boxer à família é a sua motivação
para agir quando há perigo. Cara de bravo, postura
alerta e peito projetado para a frente - essas
características físicas dão ao Boxer uma aparência
que atemoriza.